Falando superficialmente sobre Curículo Escolar a partir do filme O Sorriso de Mona Lisa

sábado, 5 de setembro de 2009 0 comentários
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O Sorriso de Mona Lisa (Mona Lisa Smile)
Elenco: Julia Roberts (Katherine Watson); Kirsten Dunst (Betty); Julia Stiles (Joan); Ginnifer Goodwin (Constance Dalton); Maggie Gyllenhaal (Giselle Levy); Marcia Gay Harden (Nancy); Dominic West.
Direção: Mike Newell
Gênero: Drama
Sinopse: Julia Roberts estrela em Mona Lisa Smile como Katherine Watson, uma recém-graduada da universidade UCLA, contratada para dar aulas de História da Arte no prestigioso colégio de moças Wellesley College, em 1953. Determinada a confrontar os antigos costumes da sociedade e da instituição que os adota, Katherine inspira suas tradicionais alunas, incluindo Betty (Kirsten Dunst) e Joan (Julia Stiles), a desafiar as vidas que elas esperam levar.


O currículo escolar estabelece uma relação entre a “comunidade” ao qual se destina e os grupos dominantes, tendo em vista que o currículo é proposto para reforçar a hegemonia de uma estrutura social baseada nos aspectos de poder político e econômico.
Segundo alguns teóricos como Michael W. Apple, “o currículo seria usado para estimular a “integração social”. Bobbit, por exemplo, cria o currículo como um meio de desenvolver o que ele chamou de “consciência do grande grupo”, expressão que usava para o sentimento individual de pertencer a um grupo social e econômico ou comunidade e para com o compromisso para com seus fins, valores e padrões de comportamento.
O filme assim como o texto retrata contextos diferentes, porém a essência do assunto em discussão é a mesma. A construção de um currículo elaborado por poderes conservadores a fim de priorizar os interesses comuns destes grupos.
O currículo traçado pelo colégio Wellesley no período do pós II Guerra traz a ascensão de mulheres ao ensino superior, entretanto, o sistema d eensino proposto pelo colégio é direcionado à manutenção de “valores femininos” que já não estavam mais condizentes com a situação social vivida pelas mulheres de outros estados americanos, como a Califórnia, sobretudo Los Angeles, de onde a professora Katherine Watson (Julia Roberts) é oriunda. Em Wellesley, o currículo é ainda direcionado à diferenciação de aptidões não só de uma comunidade para para outra, mas também de aptidões femininas e masculinas.
A obra mostra de forma clara e explícita, um ensino pautado nos valores tradicionais dos “bons costumes norte-americanos”, no colegial as jovens aprendem conhecimentos necessários ao cumprimento de seu “papel” estabelecido na sociedade, com mães e esposas. Dentre os conhecimentos adquiridos na escola estão postura e etiqueta, e relações sociais, tendo em vista a formação de uma mulher servil e dócil, que ajude seu marido e não o embarace perante a sociedade, além dessas disciplinas, o método de ensino da instituição visava criar nas alunas o senso de obediência esmero, podando a criticidade e a imaginação das alunas, características tidas como subversivas.

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