Devaneios diversos...

terça-feira, 8 de dezembro de 2009 0 comentários
Pode tudo ser como sempre foi, mas também as coisas podem mudar, na verdade o que eu acredito é: as coisas sempre permanecem, permanecem mudando. Pessoas estão em todos os lugares, entretanto lugares não cabem em pessoa alguma, o que vejo é o que meus olhos vêem, então não há lugar nenhum, porque ninguém nunca Verá com os meus olhos.




Se por acaso eu cresse em tudo o que visse, tudo o que os outros seres humanos e não humanos estariam vendo seria falso. O que existe são impressões, vagas impressões... O homem se apóia nessas impressões e lhes dão caráter fixo, precisamos nos aportar para que nos pareça seguro alguma coisa, mesmo que não se saiba nunca que coisa é essa.

Algum isso ou algum aquilo é tudo o que existe quando adentra em nosso ser o que nos parece real, filtramos todas as (in)formações dadas pelo aparente real, vemos, ouvimos, sentimos apenas o que os nossos sentidos nos mostram, e mesmo que fosse tudo real o que os sentidos nos mostram, tudo haveria de passar pelo crivo da razão, consciente ou inconscientemente. Mas então o que é?

É sempre o que jamais foi e nunca voltará a ser. A cada instante isso acontece, e independe de como concebemos o tempo, linear ou cíclico, finito ou infinito.



O homem sempre quis alcançar respostas fixas e estáveis para as suas angústias, no entanto já desde século V a.C. (uma forma de contar o tempo) o filósofo dizia: “só sei que nada sei”. Seria essa assertiva uma prefiguração de nossos dias?

Cada vez que o tempo transcorre, o homem se aproxima do que quer saber, sobre o mundo e sobre ele mesmo, todavia ele descobre que nada há senão a eterna busca pelas respostas. Pergunto-me: se encontrássemos respostas reais e absolutas, estaríamos preparados para assim viver? Somos preparados para uma configuração determinada? Acredito que não, o homem, a comunidade, a sociedade, a humanidade não existiria só com respostas, ou melhor, só com o já “dado”, pois se fossem só respostas, estas viriam de perguntas, e, portanto seriam passiveis de ressignificações.



Se primeiro eu disse que não há nada a não ser impressões, disso me dei conta que sempre teremos perguntas...

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