Concepção Clássica das Ciências Sociais

terça-feira, 26 de maio de 2009 3 comentários

As ciências sociais diferem das ciências naturais nos seguintes aspectos: enquanto estas procuram compreender os fenômenos da natureza, buscam soluções para problemas de ordem natural e são empiristas, aquelas a partir de determinada perspectiva constituem um estudo aprofundado do homem enquanto ser social.
As ciências sociais se dividem em: Economia (que estuda as relações de produção); Sociologia (que estuda o homem inserido na sociedade); Antropologia (que estuda o homem enquanto ser humano); Psicologia (que estuda a
psiché; isto é, a mente humana em um contexto social) e o Direito (que estuda fundamenta regras e normas para a vivência em sociedade).

Etimologicamente, sociologia significa estudo da sociedade (
socios do latim, que significa sociedade acrescido de logia do grego, que significa estudo). Entretanto podemos dizer que é a ciência que estuda os fenômenos sociais que alavacam ou atravacam o progresso, através de análises sobre um determinado fato social, diferenciando-se assim da filosofia social, que diz como a sociedade deve ser, ao contrário, a sociologia diz como a sociedade é. Esta ciência está dividida em diversos campos de atuação, dentre os quais podemos citar a Sociologia Rural, a Sociologia Urbana, a Sociologia do Trabalho, a Sociologia do Direito, a Sociologia Política. Assim a sociologia possibilita um diagnóstico da sociedade em que se vive, promovendo métodos de trabalho para a solução de problemas de ordem social, bem como a organização, a estrutura e previsão de problemas futuros.

Augusto Comte elevou a Sociologia como ciência, prescrevendo métodos para nalisar a sociedade parecidos com os métodos da Física de seu tempo, ele ainda enumerou um conjunto de Ciências essenciais para o estado positivo, são elas: Matemática, Física, Astronomia, Química, Biologia e a emergente Física Social (Sociologia). Ao se deter a esta Física Social, Comte concluiu que quando os homens tivessem amor a si mesmos, poderiam construir uma sociedade mais justa, depois viria a ordem, que é a base de uma sociedade, fundamentando-se na teoria da estática e por fim o progresso, que baseia-se na teoria da dinâmica. Este pensamento foi de extrema importância para o conceito de Estado positivo, afirmado pelo próprio Comte e aceito na então contemporânea sociologia.

Comte elaborou três Estados da sociedade: o teológico, o metafísico e o positivo. O primeiros aceita os pensamentos mitológicos ou religiosos, é a época do monoteísmo, o período primitivo, onde as coisas são aceitas porque "Deus quis assim". O segundo é o Estado metafísico ou panteísta, tudo é Deus neste momento, é o período em que se acredita na imanência das coisas, tudo é gerado na natureza das coisas. O terceiro e o mais importante é onde não há mais espaços para crenças transcendentes, a religião é um mal, o homem é único motor do progresso, resolve por si só seus problemas,

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