E a educação... [2]

terça-feira, 2 de junho de 2009 0 comentários
CARTA ABERTA DOS ESTUDANTES DE MEDICINA DA UEFS

Chega de promessas não cumpridas!
Não é de hoje que a estratégia do governo do Estado de sucatear as Universidades públicas vem sendo alertada para a comunidade. Falta de concursos públicos para professores, escassez de material didático, falta de equipamentos, laboratórios inadequados e estrutura física inadequada - são alguns dos problemas enfrentados por todos os cursos da UEFS, em particular o curso de Medicina.
Foram realizadas várias reuniões com representantes do Governo do Estado, deputados estaduais, principalmente os da Comissão de Educação da Assembléia Legislativa, e Secretaria de Educação do Estado, porém não tivemos resultados concretos, apesar de tantas promessas. Isso demonstra o valor que sem tem dado à educação no estado da Bahia e à formação dos futuros profissionais de saúde que atuarão na comunidade. Como se não bastassem todas as dificuldades externas, nós, estudantes de medicina, encontramos empecilhos na realização de nossas atividades acadêmicas, decorrentes da desorganização e omissão da maioria dos membros do colegiado do curso de Medicina, Departamento de Saúde e Área de Medicina. Ações paternalistas com professores que não cumprem a carga horária, falta de compromisso com o andamento das atividades do curso e ausência de articulação com outros setores da universidade são situações rotineiras, vividas desde a implantação do curso em 2003. Estamos tentando ser bons médicos, mas para isso não podemos caminhar sozinhos. Exigimos que as instâncias competentes assumam suas responsabilidades!
A luta dos estudantes do curso de medicina da UEFS vai além da busca pela inquestionável qualidade de ensino e formação dos futuros profissionais de saúde. Nós entendemos que a UEFS é uma universidade pública, inserida não apenas no espaço geográfico do semi-árido, mas em toda sua complexidade sócio-cultural, tendo como meta cumprir seu papel social. Todos os seus cursos, portanto, devem exercer plenamente tal função. Diante do exposto, solicitamos o apoio de toda a sociedade baiana para essa luta pela educação pública de qualidade.
Já passou da hora de toda comunidade saber a situação caótica que estamos vivendo: ESTAMOS EM GREVE!

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