Para pensar na dialética entre teoria e empiria...

sexta-feira, 25 de junho de 2010 0 comentários

O texto de Christopher Lloyde traz considerações acerca de como a História é construída, ao levantar problemas relacionados à causalidade e ao acaso, o autor constrói um argumentação de que é necessário ter em mente que os fenômenos históricos são constituídos de diversos fatores que são inter-relacionados formalmente ou podem se cruzarem em um determinado momento devido ao acaso de uma circunstância, por exemplo biológica ou climática. Os pesquisadores da História para o autor, comumente caem em uma determinada concepção de ver o mundo e a elas se prendem sem conseguir reconhecer a multifatoriedade da História. Muitos cientistas ao se remeterem a algum tipo de teoria para fundamentar suas noções e sua escrita acabam se engessando intelectualmente ficando presos a esta ou aquela corrente teórica.







Utilizando o musical do grupo Palavra Encantada intitulado “Eu”, é possível perceber de que é necessária às ciências de um modo geral e mais especificamente às ciências humanas uma postura crítica acerca do que é produzido em seu meio, posto que no musical sejam expostos conceitos muito pertinentes a História como: sujeito histórico, tempo, cultura, processo histórico dentre outros como a própria “escrita” do musical, deste modo não cabe a postura de um pesquisador, deixar de analisar a própria historicidade da ciência histórica, assim as obras historiográficas não deixam de ser válidas como um todo, se elas já são “defasadas” quanto ao método ou às conclusões geradas, esta mesma obra reflete um pensamento de uma época, sendo assim própria fonte do passado em que foi produzida. É este caráter dialético da ciência histórica que faz com ela seja sempre renovada...






No musical, os fatores apresentados por Christopher Lloyde de acaso e causalidade se misturam ao narrar o momento em que os avós da personagem principal da música se encontram, ali entram para além de fatores sócio-culturais (que também valeriam ser analisados mais verticalmente), estão presentes a geografia do lugar, os fatores psicológicos que também são determinantes e determinados no decurso histórico. Deste modo, o problema da mudança social não pode ficar preso a teorias tampouco ao empirismo como método único, a práxis dialética entre estas duas vertentes do pensamento histórico devem andar correlatas na análise dos fenômenos passados.




LLOYD,Christopher. As estruturas da História. Maria Julia Goldwasser. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1950. p. 186-189.


PALAVRA ENCANTADA. Eu. Extraído em: http://www.youtube.com/watch?v=2cqcWHs7a_E (16/06/2010)


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