Beleza simples...

segunda-feira, 25 de julho de 2011 1 comentários
"Todos reconhecendo o belo como belo: eis aí o feio" (Lao Tse)

Outro dia surgiu um novo conceito e
m uma microssociedade de lugar nenhum: beleza simples. Beleza simples? O que há de ser isso? A princípio gostaria de ressaltar o aspecto pessoal das minhas considerações, elas não fazem parte da totalidade que este conceito abarca (e nem poderia), mas é a minha visualização.

E no início... no meio da rotineira discussão de coisas diárias variadas, sentados sob uma frondosa árvore, alguém exclamou: Lá vai uma beleza simples! Entreolharam-se e se perguntaram, mas que coisa é essa? Hum... será que é o mínimo que se pode alcançar em beleza ou o máximo que se pode ter, a ponto de não ser necessárias composições para tal qualidade?

Particularmente isto é uma resposta pessoal e intransferível, só sei que acredito que as belezas deveriam ser sempre simples, simplesmente belas. Belezas compostas, surreais, abstratas podem até: impressionar, fazer suspirar, chamar atenção. Entretanto, não são constantes, sobressaltam nossos olhos e de repente se esvaem. Todos reconhecem-na como tal e daí torna-se comum (eu disse comum e não simples) (também não disse que o belo tem que ser raro), e o que eu gosto é justamente a não justaposição complexa de elementos a fim de que possam compor um quadro, mas sim a fluidez, a leveza, a facilidade em ser.

Ser não pode ser difícil, e a beleza está contida em um conjunto de formação e informação, na relação entre está em si consigo e em si com os outros, na possibilidade de estar não só no seu mundo, mas no mundo dos outros também. A beleza faz parte de uma totalidade, que é e independe de ser ao mesmo tempo. Conheço belezas simples, e sou apaixonado por elas! Conseguem me cativar e lembrando O Pequeno Príncipe, elas são responsáveis eternamente por mim, posto que me cativaram.

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