Porque Tudo Muda...

terça-feira, 9 de abril de 2013

Eu vos declaro...


Estou casado. Este pensamento sobreveio à mente dele horas depois da euforia da cerimônia religiosa, da recepção e da despedida dos amigos. Ali, onde foi programada sua noite de núpcias, ele rememorava suas inquietudes, suas desilusões, suas dúvidas acerca de si mesmo e para com o mundo.
Desde pequeno, tivera uma educação rígida e toda vez que entrava em contato com outras crianças, sentia-se deslocado diante delas. Havia também uma timidez persistente, que o levava a procurar lugares onde poderia estar mais só, que o abstivesses de ter que se relacionar com pessoas novas. Essa timidez e uma criação, às vezes demasiada rígida, acompanhou-o até a faculdade.
Na Academia, depois de um tempo, ele tornou-se menos “bicho do mato”; no entanto, não era um dos mais populares de sua universidade. Na verdade, ele tinha medo de que as pessoas fossem falsas com ele, o machucasse (talvez por isso o afastamento e o estranhamento). Difícil explicar é como ele se aproximou de uma garota e conquistou como namorada, aliás, este foi seu primeiro contato com outro ser humano. Logo decidiu casar, apaixonou-se por ela e decidiu que ela seria a mãe de seus filhos.
Ele só queria ser feliz e viver tranquilamente e o dia do casamento chegou e ali estava ele, em frente a ela, em sua noite de núpcias, desconcertado naquele quarto de hotel, imaginando mil maneiras de como tocar o corpo dela e torná-la efetivamente mãe de seus futuros filhos.

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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Qualquer lugar não é o seu...


Já fazia dezoito anos que ele tinha feito sua primeira viagem. Um russo de meia idade, cabelos grisalhos e mãos marcadas pelo trabalho no campo (da época em que morava na extinta URSS). Foi justamente sair da URSS a sua primeira viagem, como destino partiu para os Estados Unidos da América (lugar comum para aqueles que procuram construir uma nova vida noutro país). Ao desembarcar na América sentiu pela primeira vez o que é ser um estrangeiro viajante, seus 1,97m de altura e pouco mais de 90 kg associados aos cabelos louros eram logo notados, características que faziam todos a sua volta a observá-lo como um diferente. Após fixar residência, conseguiu um bom emprego em um jornal e se tornou um desses russos com sucesso que foram morar nos EUA.
Depois de quase duas décadas de sua primeira viagem, ele agora ficava horas a pensar nas suas aprendizagens em tantos lugares por onde já havia passado em sua carreira de jornalista. Sentado muitas vezes em sua poltrona no seu apartamento, espreitava a paisagem vista de sua janela, no 40º andar, e refletia como os estrangeiros são sempre parcialmente aceitáveis em outras terras, talvez por isso ele se identificasse tanto com o inverno; após tantos anos, permanecia solitário e indiferente às muitas situações por ele vividas, com exceção de algumas poucas, como em uma viagem que fez ao Brasil.
Há não mais que cinco anos, ele foi a Bahia, num período que é menos comum visitar o Brasil, o inverno. Diferentemente do inverno norte-americano, no nordeste brasileiro as temperaturas atingem mínimas de apenas 14 graus nesta época. Deste modo, ele se sentiu a vontade (mesmo que todos em volta estivessem com bastante frio), e participou de umas das festas mais típicas do Brasil, que é o São João. De certa forma, muita coisa parecia estranha a ele, mas como já tinha aprendido o português razoavelmente, ele conversava com as pessoas, bebia licor, comia os pratos típicos da festa: canjica, bolo de aipim, de tapioca, de puba, etc. e até tentou dançar forró, música tradicionalmente nordestina e foi numa das letras de uma das músicas que tocava que o tornou reflexivo acerca de toda a sua vida: “quem foge a terra natal noutros cantos não para”.
Mesmo depois de voltar aos Estados Unidos, este verso ficava a se repetir em sua cabeça, pois era verdade que ainda que tenha tido sucesso na América, nunca mais ele havia repousado em um lugar que lhe parecesse seu.
Passados esses anos da viagem ao Brasil, ele passou a ter uma vontade crescente de retornar as margens do Lago Ladoga, lugar de sua infância e consequentemente lugar constituinte de seu ser. Ele imaginava sentir de novo o cheiro de algas geladas e suas cores verde-azuladas e o quão isso o deixava feliz, não por ter tido uma das infâncias mais felizes da Rússia soviética, talvez feliz por ser aquele o seu lugar.

Crédito da imagem: World for Travel



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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

O Outro, um conflito...


E a partir de então aqueles dois mundos não mais se distanciaram...
O período de chuvas já havia passado, pairava sobre a costa um clima mais ameno, entretanto bastante úmido (como é comum em áreas de floresta), Ubiraci e seus amigos trabalhavam em um conserto de equipamentos deteriorados devido à última tempestade quando avistaram uma enorme construção no horizonte marítimo. Espantaram-se, seus olhos nunca tinham visto nada igual; à medida que se aproximava, aquele objeto estranho adquiria em sua mente um caráter monstruoso e mítico.
Pedro parecia enfim ter chegado a um de seus destinos após meses no mar enfrentando tempestades, lutando contra doenças, com falta de água e alimentos. Ele e sua tripulação, ao perceberem que em breve pisariam em terra firme, extasiaram-se de alegria. Mesmo maltrapilhos cada um escolheu um presente para entregar aos habitantes daquele lugar (possivelmente em troca de água e comida).
Na comunidade de Ubiraci havia uma profecia religiosa, aliás, não só na comunidade dele, mas como em algumas outras dezenas de grupos que habitavam aquele espaço de praias e florestas. Sinteticamente a profecia dizia que, em tempos difíceis, o deus Sol viria ao encontro das comunidades e as uniria novamente, pois, este seria o retorno ao princípio de tudo. Ao contrário disso, naquele tempo o que existia eram grandes rivalidades entre a maioria das comunidades, muitos já haviam morrido nestes conflitos e a cada ano as tempestades vinham aumentando, o que era identificado como castigo pela desunião das comunidades.
Os tripulantes tinham um desejo: levar a glória de Deus, criador dos céus e da terra, a todos os lugares. Eles criam que sua fé era a única possível, a verdadeira. Sua missão era fazer com que todo ser vivente acreditasse em um único Deus, o seu Deus.
Já era fim de tarde quando Ubiraci e seus companheiros receberam aquela visita inesperada. Era homens com os corpos demasiadamente cobertos, a pele clara, muito clara, clara como o sol. Tinham tantos utensílios e com tantas funções que pareciam criações de algum ser divino. Pedro e os tripulantes por sua vez, assustaram-se com tamanha depravação naquele ambiente: homens, mulheres e crianças quase em sua totalidade nus ou com apenas pequenos apetrechos cobrindo “as partes”. Não tinham nenhuma riqueza (não havia sinal de ouro e prata). Com efeito, aqueles seres não conheciam a Deus.
Ubiraci, chefe da comunidade e guerreiro respeitado até em outros grupos, não conseguiu falar com aqueles visitantes; eles tinham uma língua estranha. Ainda assim fizeram festa, acreditavam ser o deus Sol e seus auxiliares que tinham vindo unir as comunidades. Todavia, o que parecia ser a solução daqueles tempos difíceis não se concretizou. Após o primeiro contato, o deus Sol e seus companheiros já não tinham tanta graça: impuseram-lhes trabalho forçado, não compreendiam seus costumes, queriam ensinar-lhes outra língua, não aceitavam sua religiosidade. Algumas comunidades nunca aceitaram aqueles seres de pele clara, outras passaram a resistir, mas nunca mais conseguiram isolarem-se umas das outras, mesmo que talvez nunca tenham respondido: quem é o Outro?

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sábado, 20 de outubro de 2012

Alegria...

Sob o sol de janeiro, sob o clima árido da caatinga, sob os cuidados de meu avô: assim eram minhas férias. Há imensa saudade daquele tempo em que passar algumas semanas na roça me distraía completamente da agitação da cidade, lá não havia nem luz elétrica nem água encanada, nem telefone nem televisão... Tinha meus tios e meu avô, tinha a paisagem seca e o sol quente.
Vegetação rala que mal dava para alimentar o gado. Uma vez, diante um período de grande estiagem, tivemos que levar os animais para beber água num açude e se alimentar noutras pastagens, pois lá na fazenda já não havia o que comer nem beber. Caminho comprido, caminho cansativo. Àquelas horas em que passamos na estrada (das quais não esqueço) foram eternas.
Ainda chegamos antes do meio-dia novamente em casa, mas todos estavam cansados, os pés doídos de andar naquele solo vermelho, a pele queimada por causa do sol escaldante. Entretanto, no campo há sempre no que trabalhar sobretudo em dias difíceis como aqueles, e todos retornaram ao pasto. Eu fui também (apesar do cansaço). Sentado à sombra de um umbuzeiro, dentro de uma galinhota, via meu avô consertar cercas, limpar o pasto, recolher a lenha e carregar água (retiradas de um tanque barrento) para levar para casa.
Eu via isso tudo, estava feliz; naquele tempo em que as vacas me pareciam animais gigantes e os umbuzeiros meus castelos.
O fim do dia, deste dia chegou. O sol se escondia por detrás da serra, eu de novo em casa, mas agora brincando no terreiro. Vi meu avô, após guardar as últimas ferramentas, sentar-se num velho banco de madeira na frente de casa e abaixar a cabeça: estava desanimado, não havia sinal de chuva, o rebanho longe da fazenda e muito trabalho em sua roça. Parei de brincar, fitei-o com olhar de felicidade por estar ali com ele (como em todas as férias), toquei seu ombro e ele lentamente pôs seus olhos em minha direção... Depois de alguns segundos diante o rosto cansado de meu avô, exclamei:
- Vovô, o senhor é minha alegria!




Imagem extraída de: Jmadureira

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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Outra órbita...

 Uma tarde nublada de sábado, um passeio despretensioso, previa-se passar por lugares já anteriormente vistos. Destino: rota do Aqueduto da Água da Prata. Sendo um roteiro já visitado poder-se-ia pensar em poucas surpresas. E enquanto se caminhava, margeando a estrada que liga Évora a Arraiolos, de novo se tinha a entrada do Convento de Santa Maria Scala Coeli, popularmente conhecido como Convento da Cartuxa*.

Ao adentrar no caminho que dá ao seu portão principal sobreveio novamente todo encanto e magia que os ares deste convento proporciona. Próximo a seu portão principal havia um carro, coisa estranha na porta de um convento em que tem característica semi-eremítica de clausura monástica. Ao chegar mais perto percebeu-se que também eram curiosos que observavam entre as frestas do portão a esplêndida fachada renascentista em mármore.
Enquanto os curiosos se entreolhavam naquele ambiente sereno, surgiu por detrás do grande portão de ferro um senhor de aparência jovial e vestido de hábito branco, era um irmão do convento. Ao se aproximar da gente, meio desconfiado nos pediu educadamente que saíssemos da linha do portão, para que aqueles que estavam do lado de dentro não nos avistasse. Apesar de soar estranho, o que acontece é que, na ordem dos cartuxos, os irmãos (no convento só há homens) vivem todo o tempo em clausura (e esta foi minha alegria, pois é pouco provável que encontre um cartuxo novamente).
O simpático irmão cartuxo começou explicando que saiu de lá de dentro achou um de nós conhecido, pois era aniversário dele, e por isso excepcionalmente ele estava esperando visita de uns amigos. Talvez por isso ele se aproximou tão desconfiado e um tanto quanto desapontado, mas não deixou de nos receber a frente de sua casa há 46 anos, o Convento da Cartuxa.
Um encontro inusitado e uma conversa cheia de raridades, o irmão cartuxo para puxar assunto começou falando de como tinha entrado na Ordem dos Cartuxos** há 46 anos, e naquele sábado completava 75 anos de vida. Contou sua história falando que era moçambicano, mas quando jovem fora estudar no liceu de Lisboa. Após ter sido reprovado algumas vezes, foi presenteado com um livro de devoção ao Sagrado Coração de Jesus e que naquele livro ele encontrou alguém que o amava do jeito que ele era, sentiu acolhido por Jesus e decidiu dedicar sua vida inteiramente a Ele. Ao entrar na Ordem, deixou tudo para trás e talvez para frente, pois diante do caráter semi-eremítico e dos votos de pobreza da ordem, os irmãos cartuxos até pouco tempo não tinham eletricidade no convento, eles quase não possuem eletrodomésticos, muito menos eletroeletrônicos. Quando saem para passear já não vão a pé, pois Évora já é uma cidade “grande” e com muitas pessoas, por isso vão de automóvel vendo a paisagem, escolhem lugar ermo e caminham para contemplar a paisagem.
Com um falar manso e ligeiro ao mesmo tempo, acredito que também curioso com nossa presença, ele nos perguntou de onde éramos: havia ali diante dele dois brasileiros, uma espanhola e três portugueses. Ao falar do Brasil, ele comentou que tinha algum parente casado com uma brasileira e ainda nas incursões sobre dialogar com um mundo exterior falou de um primo que era jogador de futebol, um tal de Juca*** que jogou pelo Sporting de Portugal e também de Pepe, um jogador brasileiro que ele conhecia. Pepe? Ah! O Pepe do Santos, aquele da época de Pelé. Pois, esta é a noção de tempo do nosso amigo cartuxo: o tempo em que ele entrou na Ordem, depois disso já não há outra vida se não dedicar-se as coisas de Deus sob a proteção de Nossa Senhora, a quem é dedicado o convento de Évora sob a invocação de Scala Coeli (escada do céu).
Já no fim do assunto, mas sem muito que dizer pediu para que rezássemos por ele e nos perguntou nosso nome, mas afirmando que não demoraria a esquecer. Ao saber que meu nome era Rafael prontamente indicou que aquele sábado 29/09/12 era o dia dos Santos Arcanjos. Em seguida, perguntei seu nome e o irmão cartuxo se apresentou como Antônio Maria para enfim nos despedirmos.
Para finalizar, fiquemos com o lema da Ordem dos Cartuxos: “A Cruz permanece intacta enquanto o Mundo dá sua órbita”.
  


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domingo, 2 de setembro de 2012

Vinte e sete semanas depois...

Estava tudo quietinho, não tão quieto assim, havia uma iminência de mudança, aquela rotina já costumeira às vezes dava nos nervos. Começou-se a haver indicações de alteração, tímida procura por um novo espaço, para onde ir? Foi necessário pesar na balança prós e contras e na esteira do custo x benefício (em época de crise), os custos falam mais alto (falam não, gritam!). Então não seria possível sair, acostumar com a já costumeira rotina parecia ser o destino final.

Em paralelo sobrevinham dificuldades não esperadas, assuntos ainda não imaginados. Um mês que passava lentamente, a Copa de 2014 já parecia bem próxima enquanto nem havia sombra do fim do mês. Saber o que estava porvir fazia parte daquele cotidiano e a esperança de alguma reviravolta estava latente nas conversas e entreolhares.
 
A princípio algo que não estava no script surgiu e deu novo fôlego para prosseguir com as preocupações aliviadas, deu-se início a confabulações de como viria a ser a parte II de uma jornada que a tempo já tinha revelado diversas experiência de aprendizado.  Porém, enquanto estas confabulações ainda nem tinha alcançado todo seu potencial, sobreveio uma notícia que trazia tudo ao status anterior... Mudar? Sair? Novo espaço? Custa quanto?

Não houve titubeação, agora tinha de parar com especulações e agir rapidamente. A ordem era fazer acontecer, pois agora não existiam espaços para um porvir sem um novo espaço. Todos os vislumbres da continuação de história recaíam em novo lugar. De imediato ou não, o translado de cotidiano deveria acontecer.

E assim: Mudou-se...

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domingo, 5 de agosto de 2012

Tás a ver?

E depois de algum tempo aqui já não é tão estranho, insegurança e ansiedade iniciais deram lugar a um afeto e bem-estar; este velho mundo aparece de forma mais familiar do que 150 dias atrás. Daqui vi outras possibilidades de viver e perceber a vida, assim, a vontade de curiar mais e descobrir novas sensações sobrevieram em meus desejos, ainda que todos os dias aquele sentimento chamado saudade torne o coração diminuto.
A beleza arquitetônica, a simpatia do povo, os ares agradáveis, as possibilidades de ir mais longe me impulsionaram e tás a ver?
Decidi ficar mais um pouco...


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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

O que vai comigo...

Lá vou eu! Lá-vou-eu... Não, não é início de samba-enredo de escola de samba, é que estou a me ir mesmo. Estive onde não imaginava, passei por caminhos estreitos, transpirei atrás de soluções, ri das surpresas, suspirei diante os obstáculos e aqui cheguei. Porém não cheguei só, chego aqui com pessoas que me fazem cotidianamente... 

Nestes dias que a ida se aproximava percebi mais de perto que estou a levar comigo todos aqueles que me constituem de alguma maneira. Nestes dias que a ida se aproximava percebi que já tenho muito mais que uma mão de amigos. Uns tristes, outros apreensivos, alguns receosos, e diversos contentes com a ida.

Que bom é ter amigos. Os levo e os trarei em meu ser. Com algumas horas de universidade, tudo o que eu sei é sobre o que se vai, o que se chega e que Tudo Muda. E de mudança estou mais uma vez, e mais uma vez eles [meus amigos] aceitam ir nessa mudança-viagem comigo. Não e de forma alguma são meros expectadores de minha vida, são meus cúmplices ativos. Cúmplices dos meus devaneios, da minha inquietude, das minhas chatices, do meu eu. Atravessarei o oceano com o desejo de conhecer, mas eu conheci e muito neste último mês que transcorreu.

Conhecer é bom, mas o melhor é se emocionar cada momento Emoção dá luz a razão de ser Eu quero ser um eterno ser em mutabilidade E é nas mudanças que vemos quem somos e o quanto não conhecemos nada!
 Vou ali e volto já... vou buscar maracujá!

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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Créditos de Saudade...

É mais ou menos assim: ela tem saudade de mim e eu sinto saudade dela.  De vez em quando eu dou uma olhada na janela para tentar encontrá-la. Eu não sei se ela tenta me achar...

Saudade há daquelas esperas...
Saudade há daquelas viagens...
Saudade há daquelas conversas...
Saudade há daquelas leituras...

Se o que me disseram for verdade: que “a saudade é nossa alma dizendo para onde ela quer voltar”; Eu quero retornar várias vezes para aquele olhar, para aquela voz, para aquele sorriso, para Aquele Abraço

Olhar que me encanta‼
Voz que me conforta‼
Sorriso que me alumia‼
Abraço que me envolve‼


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sábado, 7 de janeiro de 2012

Aquele Sorriso Brilhante...

Aquele sorriso brilhante em direção a mim me desconserta...
Aquele sorriso brilhante em direção a mim provoca-me dissonâncias...
Aquele sorriso brilhante em direção a mim faz-me pequenino...
Aquele sorriso brilhante em direção a mim cria reticências...

Desconsertado, dissonante, pequenino, reticente... Devo ficar também brilhante!

Brilhante porque aquele sorriso me recoloca...
Brilhante porque aquele sorriso deixa-me em harmonia...
Brilhante porque aquele sorriso faz-me gigante...
Brilhante porque aquele sorriso exclama meu ser...

No lugar, reticente, pequenino, dissonante, exclamado, gigante, desconsertado, em harmonia...
Com aquele sorriso brilhante!


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