Falando superficialmente sobre Wallon...

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010 0 comentários
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Wallon (1879-1962) foi um teórico da educação e da psicologia que assim como Piaget e Vygotsky estudou como se dava o desenvolvimento do individuo, principalmente nas idades iniciais. Os estudos de Wallon revelam que o desenvolvimento da pessoa contém aspectos afetivo, cognitivo e motor, e que estes são totalmente integrados ao meio. Segundo ele, o individuo é formado por estes aspectos, o afetivo, o motor e o cognitivo, no entanto, ele aponta o quarto elemento constitutivo que ele chama pessoa, este elemento seria todos os outros elementos anteriores integrados.

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Os estudos wallonianos dão maior relevância à integração, isto é, a relação entre a pessoa e o meio, que é o conjunto das integrações do individuo aliado ao desenvolvimento orgânico que é realizado de acordo o meio, principalmente o social.
Para Wallon, há três leis que regulam o processo de desenvolvimento da criança em direção ao adulto: a lei da alternância funcional, a da preponderância funcional e a da integração funcional.

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A primeira, chamada lei da alternância funcional, indica em que direção se dá o desenvolvimento, se para a construção do eu ou para construção da realidade externa que cerca o individuo, a segunda é a lei da sucessão da preponderância funcional, isto é, quando uma das dimensões se sobressai em detrimento das outras, o que ao significa que as demais deixam de existir, e a última lei, chamada de lei da diferenciação e integração funcional, chama atenção para as conquistas anteriores do individuo que não sobrepõem as novas conquistas, ao invés, elas se integram no próximo estágio.

-->O papel da dimensão afetiva na teoria de Wallon é a que chama mais atenção, devido sua originalidade, Wallon propõe que indivíduo transita em seu desenvolvimento da emoção para razão, ou seja, o desenvolvimento completo do individuo se daria pelo exercício pleno da razão. As emoções são importantes para o desenvolvimento cognitivo, pois elas dão o tônus e que podem favorecer ou atravancar o processo de aprendizado. Por exemplo, na adolescência, fase da puberdade e várias oscilações hormonais, é necessário que o educador esteja atento para estas nuances, pois é a época da afirmação do eu, uma fase de alternância centrifuga, o adolescente se preocupa mais com o seu interior.

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