quinta-feira, 17 de maio de 2012

Desculpa lá...

Já se vão um bocado de dias e tudo ainda parece novo, às imagens repetidas emoções novas vividas. O caminho de todo dia é sempre carregado de matizes, há cores em tudo que vejo. O calor já sobreveio de forma intensa, o sol é de novo protagonista. Aos dias frios, ficaram as memórias das adaptações, das andanças com três camisas acrescidas de agasalhos e luvas. Agora já se anda de havaianas, camiseta regata e bermuda. O sol reluz muito mais a cidade e há ainda o acréscimo contínuo de turistas. 



Sobre os turistas, cada dia uma experiência nova: depois de meses instalado num lugar, ver outros consultando mapas para encontrar os lugares é uma imagem que sempre me leva a recordar os primeiros dias por aqui. Todos os dias chegam grupos e mais grupos que olha e reolham os mapas procurando desde a Capela dos Ossos às Termas Romanas, porém nem sempre os mapas codificam bem os caminhos e o “boca a boca” se faz necessário. E é aí, que já na face de meio morador e meio turista sou indagado: - Onde fica as Portas de Moura? Como faço para chegar na Praça do Sertório? São alemães e franceses e japoneses e chineses e turcos e ingleses e holandeses e brasileiros e tantos outros, todos os dias povoando a praça do Giraldo, sentados às mesas dos cafés a espreitar o cotidiano alentejano de Évora.



De matizes a praça do Giraldo entende, estranhamente todo dia percebo uma tonalidade mais marcantes nas vitrines, forros de mesa, anúncios e nas roupas dos transeunte; há dias de tons vermelhos, ou amarelos (amarelo bem pouco que já basta quase a cidade toda), ou azuis, ou verdes, enfim, existe sempre um tom predominante. Ainda vou descobri o site http://giraldofashion.com e saber como seguir as tendências daquela  praça. E como é gostosa essa rotina diferente de todo dia, assim vou caminhando e querendo saber mais - ler uma informação sobre a arte mudéjar ou informar como chegar ao Templo Romano, saborear os variados doces do Alentejo ou me virar na cozinha para preparar uma salada; transcorrendo os dias procurando querendo saber viver.


E desculpa lá, Évora, com seus 25 anos de cidade Patrimônio Cultural da Humanidade vai se tornando para mim Patrimônio Pessoal Intangível.

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